terça-feira, 9 de março de 2010

Concurso Público: Garantia de Estabilidade

Concurso Público: Garantia de Estabilidade - Klésia Pimentel de Araújo
11/02/2010

Por: Klésia Pimentel de Araújo

É no ápice de um realismo prazeroso que o século XXI, ou do conhecimento, avança sob o signo da tecnologia da informação.

Vivemos em meio a uma crescente onda de concursos públicos, o Governo Federal já aprovou no Orçamento Geral da União a abertura de novos exames somente para este ano de 2010, 76(setenta e seis mil vagas). Há uma corrida a procura pelos cursinhos preparatórios, (o que antes acontecia com os pré-vestibulares), professores de “ponta”, mensalidade em média de R$700,00 a R$1.000,00(setecentos a hum mil reais), inviável para o cidadão que está desempregado ou recebe apenas o salário mínimo.

E não se questiona cargos, salários, nº de vagas... pela “lei” da oferta e procura (sem polemizar os para a área da educação, com salários incompatíveis para as aptidões desejáveis e sobretudo, para um país que ainda há muito o que investir nesta área)

Hoje há a busca pela estabilidade profissional, já que está cada vez mais difícil definir a profissão do futuro, um futuro cada vez mais incerto mesmo diante da “estabilidade’ da economia global.

Esse contexto nos faz refletir sobre a década de 80(oitenta), em que todos sonhavam ter(ser) a “bola da vez”, como por exemplo: funcionário público, de preferência do B.B, quantas mães não queriam que suas filhas casassem com um BANCÁRIO, nem precisava ser gerente, caixa já bastava!, profissionais com salários de luxo. Na nossa cidade eles tinham até rua, com casas exclusivas para seu apartheid social.

Diante de uma comparação esdrúxula, o caminho a ser percorrido pelo candidato desde a preparação (psicológica e de conhecimento), a hora da prova, as etapas de cada fase, divulgação do resultado e espera pela efetivação...é como uma via sacra. E como a esperança é a única que morre, a comemoração do candidato aprovado não é mais diante do resultado dos classificados em que tomado de emoção e ansiedade vê seu nome estampado em jornais e D.O, e sim no dia de sua efetivação para vacância ao cargo por ele pleiteado.

O pior da violência simbólica é o poder que tem de causar no indivíduo a sensação de impotência diante dos desafios diários, como se culpar diante de um emprego que nao consegue, um cargo que nao assume, um sonho que nao realiza...

O lado bom é dos concursos é que se vem afunilando as antigas indicações partidárias, dando vez aqueles que por caráter meritocrático fazem jus à nomeação.

FONTE: SITE INDEPENDENCIANO

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