Nutricionista garante que pratos coloridos estimulam as crianças com dificuldade de comer. Cardápio pode ser bem variado e ir de farofa de espinafre a panqueca colorida.
Tássia Thum CruzNo último domingo (23), o Fantástico mostrou uma reportagem com as crianças que transformam o momento da refeição em uma verdadeira batalha. Choram, esperneiam e não querem comer frutas, legumes e verduras. Para o alívio das mães, a nutricionista Adriana Martins de Lima dá algumas receitinhas que podem ajudar a transformar o almoço ou o jantar em um momento divertido e, claro, saudável.
A nutricionista explica que as crianças que têm dificuldade de comer precisam ser estimuladas. O primeiro passo é tentar fazer um prato colorido e atrativo, fugindo dos legumes crus e refogados que costumam ter uma aparência sem graça.
“Algumas mães optam em esconder os legumes ou as frutas em algum outro alimento. No entanto, não acho bacana enganar a criança. É preciso conscientizar da importância da alimentação saudável”, afirma Adriana Martins de Lima.
Então, coloque a mão na massa, e aprenda a fazer comidas saborosas e nutritivas para os seus filhos. Veja que o cardápio pode ser bem criativo e variar de farofa de espinafre a panquecas coloridas.
Panqueca Colorida
Ingredientes
1 ovo inteiro
1 copo de leite
1 copo de farinha de trigo
1 pitada de sal
6 ramos grandes de salsicha picada
1 colher de molho de tomates industrializado pronto
2 colheres de sopa cheia de cenoura ralada
E margarina quantidade suficiente para untar a frigideira
Recheio
400 gramas de carne moída
1 cebola pequena
1 dente de alho
Tempero a gosto
Modo de preparo
Bata no liquidificador o leite, a farinha de trigo e o sal. A massa está pronta e frite-as em uma frigideira previamente untada com margarina.
O recheio é bem simples. Refogue a carne moída e adicione o molho de tomates, a cenoura ralada e as salsichas picadas. Depois coloque o recheio e enrole as panquecas.
Coxa de Frango Crocante
Ingredientes
1kg de coxa de frango sem pele
3 claras
200 gramas de flocos de milho sem açúcar
1 colher de sopa de salsinha picada
1 colher de sopa de amido de milho
Modo de preparo
Em um recipiente acomode as claras. Moa os flocos de milho e misture com os outros ingredientes. Passe as coxas na clara, e em seguida, na mistura de flocos. Acomode as coxas previamente empanadas em uma assadeira e leve ao forno por 40 minutos.
Bolinhas de Espinafre
Ingredientes
100 gramas de ricota
1 colher de sopa de queijo ralado
200 gramas de aveia
4 colheres de espinafre cozido e picado
1 ovo
2 colheres de sopa de leite em pó
sal em quantidade suficiente
Modo de preparo
Coloque todos os ingredientes em um recipiente. Misture –os bem até obter uma pasta homogênea. Tempere com o sal. Faça bolinhas e cozinhe durante 3 minutos em bastante água com sal. Escorra a água e sirva as bolinhas com molho de tomates.}
Bolinho de Legumes com Arroz Assado
Ingredientes
½ xícara de caldo de frango
4 colheres de alho poró fatiado fino
2 colheres de sopa de cenoura ralada
2 colheres de sopa de abobrinha ralada
2 colheres de sopa de brócolis picado
100 gramas de cogumelos frescos picados
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de sopa de amido de milho
4 colheres de leite desnatado
2 xícaras de arroz cozido no ponto
sal a gosto
4 claras batidas levemente
1 colher de sopa rasa de queijo ralado
2 colheres de sopa de salsinha picada
noz moscada a gosto
azeite para untar as forminhas
farinha de rosca para polvilhar
Modo de preparo
Aqueça o caldo de frango em uma frigideira, junte o alho-poró e refogue por 3 minutos em fogo médio. Acrescente aos poucos os outros legumes, junte o azeite e o sal e deixe cozinhar por 5 minutos. Adicione o amido de milho dissolvido no leite até obter um molho consistente. Desligue o fogo. Após esfriar, junte o arroz cozido, as claras, o queijo ralado e a salsinha. Tempere com sal e noz moscada. Unte cerca de 8 a 10 forminhas de empadinha com o azeite e polvilhe com a farinha de rosca. Coloque a massa nas forminhas e leve para cozinhar no banho-maria em forno moderado por cerca de 30 minutos. Desenformar quando estiver morno.
Farofa de Espinafre
Ingredientes
½ xícara de chá de farinha de mandioca torrada
½ xícara de chá de farelo de trigo
2 xícaras de espinafre cru picado
4 colheres de sopa de azeite
3 dentes de alho picados
½ cebola média picada
sal quantidade suficiente
Modo de Preparo
Doure o alho no azeite, após junte a cebola e o espinafre e adicione o sal. Após reduzir o volume do espinafre, junte a farinha e o farelo aos poucos, misturando bem os ingredientes. Adicione sal, caso necessário.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
terça-feira, 25 de maio de 2010
Lula sanciona lei que determina instalação de bibliotecas em escolas
Lula sanciona lei que determina instalação de bibliotecas em escolas
Cada unidade deve ter pelo menos um título por aluno matriculado.
'Diário Oficial' também tem determinação sobre salas de aula em presídio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, incluindo públicas e privadas. De acordo com o texto, publicado no "Diário Oficial" da União nesta terça-feira (25), cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado.
A organização, a manutenção e o funcionamento desses novos espaços devem ser definidos pelas instituições.
saiba mais
• Mais de 20% dos municípios não tinham bibliotecas públicas em 2009
• Mais cidades têm bibliotecas, mas cai total de municípios com livrarias
• Rio anuncia mais 4 bibliotecas high-tech
• Com cara de livraria, biblioteca é inaugurada onde funcionava o Carandiru
Ainda segundo a publicação oficial, as bibliotecas escolares devem contar com "coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura". O prazo máximo para a instalação dessas bibliotecas é de dez anos.
Também no "Diário Oficial", há uma lei que autoriza a instalação de salas de aulas em presídios. Nesses locais, devem ser realizados cursos do ensino básico e profissionalizante. Essa determinação entra em vigor a partir da data da publicação.
Mais de 20% dos municípios não tinham bibliotecas públicas em 2009
Censo sobre as bibliotecas públicas municipais foi feito pela FGV.
Ministério diz que em algumas cidades já houve implementação.
O Ministério da Cultura divulgou nesta sexta-feira (30) um censo sobre as bibliotecas públicas municipais em todo o Brasil. O estudo foi realizado no ano de 2009 e constatou que 21% dos municípios não têm o serviço.
O Ministério da Cultura esclarece que em alguns casos pode ter havido a implantação após a realização do censo. A pesquisa foi realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do ministério. O levantamento aconteceu entre setembro e novembro do ano passado. Foram 4905 municípios visitados e outros 660 monitorados por telefone.
• Governo anuncia mais 4 bibliotecas high-tech no estado
Segundo os dados do estudo, existem 4.763 bibliotecas públicas em 4.413 municípios e 1.152 cidades estavam sem este serviço no ano passado. O censo aponta que em 13% dos municípios brasileiros haviam espaços em implementação ou em processo de reabertura. Em 8% das cidades, no entanto, as bibliotecas estavam fechadas ou nunca existiram e não havia previsão de abertura.
De acordo com o levantamento, o estado do Tocantins é o que tem a maior proporção de bibliotecas por habitantes. São 100 bibliotecas públicas no estado que tem população estimada em cerca de 1,29 milhão. Na sequência aparecem os estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
A pior proporção acontece no Amazonas, onde há apenas 24 bibliotecas públicas em um estado com mais de 3,3 milhões de habitantes. Também tem uma proporção baixa o Distrito Federal e os estados de Rio de Janeiro e Acre.
Em relação aos municípios, a cidade de Barueri (SP), é a que tem mais bibliotecas em proporção a população. São 11 espaços na cidade de 270 mil habitantes. Na segunda colocação aparece Curitiba, que tem 55 bibliotecas públicas e uma população de cerca de 1,8 milhão.
Pode parecer incrível, mas alguns gestores se recusam a receber uma biblioteca pública. Então é preciso fazer um trabalho de conscientização"
Fabiano Piúba
O diretor de livro, leitura e literatura do Ministério, Fabiano Piúba, destaca que a responsabilidade pela implementação de bibliotecas não é apenas da União, mas também dos municípios. Ele destaca que é necessário criar uma lei municipal e disponibilizar recursos para a manutenção para que a cidade receba uma biblioteca. Piúba afirma que o ministério já recebeu respostas negativas de pelo menos cinco prefeitos em relação a criação destes espaços. "Pode parecer incrível, mas alguns gestores se recusam a receber uma biblioteca pública. Então é preciso fazer um trabalho de conscientização". Piúba não revelou que prefeitos se recusaram a receber o espaço.
O censo mostra que as bibliotecas públicas emprestam, em média, 296 livros por mês. Quase a metade das bibliotecas existentes (45%) tem computador com acesso a internet, mas somente 29% oferecem este serviço para a população. O levantamento mostra que 65% dos usuários utilizam as bibliotecas públicas para pesquisas escolares.
Segundo a pesquisa, somente 12% das bibliotecas existentes estão abertas aos sábados e somente 1% está à disposição também no domingo. Somente 24% delas ficam abertas no período noturno no meio da semana. A pesquisa mostrou ainda que 84% dos dirigentes destas bibliotecas são mulheres e 57% dos dirigentes têm ensino superior.
O censo afirma que 91% das bibliotecas não possuem condições de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e 94% não tem serviços para permitir o acesso de pessoas com demais necessidades especiais.
O levantamento mostra ainda que 83% do acervo das bibliotecas é proveniente de doações. Em 13% das bibliotecas o acervo é inferior a 2 mil volumes e em 35% das bibliotecas o acervo está entre 2 e 5 mil volumes. Em 25% das bibliotecas os usuários podem ter acesso a mais de 10 mil volumes.
O Ministério da Cultura lançou nesta sexta-feira um edital para dar apoio às bibliotecas públicas municipais. Segundo a pasta, serão investidos R$ 30,6 milhões em 300 bibliotecas para a modernização de equipamentos, construção de espaços e adequação dos locais a portadores de deficiência.
Governo anuncia mais 4 bibliotecas high-tech no estado
Niterói, Alemão, Rocinha e Centro do Rio receberão projeto.
'Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa', diz ministro.
Na inauguração da primeira biblioteca-parque do Brasil, nesta quinta-feira (29), no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, anunciou os próximos quatro locais que receberão o novo modelo hig-tech de centro de leitura: Niterói, na Região Metropolitana, em maio; favela Fazendinha, no Complexo do Alemão, ainda em 2010; favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, também este ano; e ainda a reabertura da Biblioteca Pública do Estado, no Centro, prevista para estrear no início de 2011.
A biblioteca de Manguinhos ocupa um terreno de 2,3 mil m², possui 25 mil livros no acervo e ainda filmoteca com 800 filmes, sala de leitura para deficientes visuais, acervo de música digital, cineteatro e acesso gratuito à internet.
O projeto faz parte das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e foi inspirado na experiência de Medellín, na Colômbia, que investe em equipamentos culturais para promover a inclusão social. Para a construção da biblioteca-parque, o governo federal investiu R$ 7,4 milhões, enquanto o governo do estado entrou com a verba de R$ 1,2 milhão.
‘Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa’
Participaram do evento o governador do Rio, Sérgio Cabral, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, além de outras autoridades e também personalidades, como o cineasta Cacá Diegues e o ilustrador Maurício de Souza, que doou cem mil publicações para o local.
“Cultura não combina com violência. Cultura qualifica relações humanas. Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa. A estratégia de Nova York mostrou isso, assim como em Medellín e em vários locais do mundo”, afirmou o ministro da Cultura. Segundo ele, toda obra do PAC terá uma biblioteca “ou um equipamento semelhante”.
Cabral ressaltou a integração da biblioteca com o conjunto habitacional e o parque. Para o governador, todas as outras comunidades carentes do Rio precisam se espelhar no modelo de Manguinhos. “Junto com a pacificação, é uma mudança de rumo na história da vida do pobre do Rio de Janeiro”, afirmou.
A Academia Brasileira de Letras (ABL) é a madrinha do local e concedeu apoio por meio de doações de livros, além de consultoria para a aquisição de novos títulos e programação de seminários.
Maioria dos funcionários é da comunidade
De acordo com Adriana Rattes, a expectativa é que a biblioteca, que ela define como um complexo cultural, receba cerca de 1.500 visitantes por dia, para atividades de leitura, além de oficinas e cursos.
A dona de casa Isabel Cristina da Silva, que mora em um dos apartamentos do PAC de Manguinhos, disse que pretende frequentar o local com os três filhos e os seis netos. “Isso é uma bênção. Saímos da lama para o paraíso”, disse ela.
Segundo a secretária, são cerca de 30 funcionários, sendo que a maioria é moradora da comunidade de Manguinhos ou do entorno. A voluntária Marina Francisco Lopes, de 47 anos, contou que desde os 12 trabalha com crianças e agora ele está como atendente na sala de leitura infantil. “Para mim está sendo um conhecimento. A gente aprende com eles”, revelou.
A biblioteca-parque da Manguinhos abre de terça a domingo, das 9h às 21h. Os visitantes podem levar os livros para casa e ainda contam com três aparelhos Kindle, um leitor eletrônico com capacidade para armazenar até cem livros.
Com cara de livraria, biblioteca é inaugurada onde funcionava o Carandiru
Veja fotos em 360º das áreas interna e externa.
Custo foi de 12,5 milhões; acervo tem 30 mil itens.
No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, será inaugurada nesta segunda-feira (8) a Biblioteca de São Paulo. A abertura ao público será na terça.
Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede.
A inauguração marca a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica.
"É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória”, afirma o secretário estadual de Cultura, João Sayad.
A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo.
"O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras", enumera Sayad.
O prédio da biblioteca foi erguido inicialmente com a proposta de abrigar eventos e exposições, mas ficou fechado por alguns anos, sem nunca ter sido usado. Por causa das dimensões e do fácil acesso -fica em frente à estação do metrô Carandiru- foi escolhido para a biblioteca.
Da construção original, que, com suas paredes de vidro, privilegia a integração com o verde do parque, pouco precisou ser mudado. "As intervenções incluíram colocação de revestimento e isolamento acústico, mas a estrutura não foi mexida", afirma a idealizadora e gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da secretaria.
O investimento de implantação foi de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). O custeio será de R$ 4 milhões. Uma verba adicional de R$ 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo.
Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.
"A ideia é usar esses recursos concorrentes do livro, como a internet, a música e o DVD, para atrair o interesse pela leitura", diz Adriana. De "Dom Casmurro" ao "Diário de Bridget Jones", o acervo promete agradar a todos os gostos e ter um pouco de tudo.
A biblioteca é dividida por faixa etária. Cabanas coloridas, com cadeiras e pufes, são o centro da atenção do pavimento térreo, destinado às crianças e aos adolescentes. Dependurados dos tetos, aviõezinhos de papel em tamanho gigante compõem a decoração.
Nesse andar também há um auditório para palestras e eventos e uma área externa coberta, com café e espaço para apresentações artísticas.
O primeiro andar é destinado ao público adulto. Com mesas de leitura, computadores e poltronas, o ambiente é aconchegante. O acervo com livros e DVDs de conteúdo adulto ficarão numa área restrita, com acesso permitido para maiores de 18 anos.
A expectativa é receber cerca de 700 pessoas diariamente. "Estamos muito animados e acreditamos que a biblioteca será muito bem recebida pela população", diz a diretora da biblioteca, Magda Maciel Montenegro. Ela é integrante da Poiesis, organização social que administra também o Museu da Língua Portuguesa e a Casa das Rosas.
O local ficará aberto de terça a sexta das 9h as 21h, e, nos finais de semana e feriados, até as 19h. "Se houver demanda, também podemos pensar em abrir às segundas", diz Magda.
Serviço
Biblioteca de São Paulo
Endereço: Parque da Juventude. Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630, Prédio 3
- Fica ao lado da estação de metrô Carandiru (Linha Azul)
- Há estacionamento pago para carros
Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábado, domingo e feriado, das 9h às 19h
Entrada: gratuita
Mais cidades têm bibliotecas, mas cai total de municípios com livrarias
De 1999 para 2009, cresceu em 22% total de cidades com bibliotecas.
IBGE divulgou nesta quinta-feira (13) pesquisa com perfil dos municípios.
• Veja os principais números do IBGE sobre os municípios brasileiros
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• Cresce o número de cidades com órgão exclusivo para Educação
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O total de municípios brasileiros com bibliotecas públicas aumentou 22% entre 1999 e 2009, enquanto que o percentual de cidades com pelo menos uma livraria diminuiu 21%, aponta a nova edição da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados mostram que, em 1999, 76,3% dos municípios contavam com bibliotecas públicas, percentual que passou para 93,2% em 2009 - alta de 22,1%. No ano passado, conforme os dados, 5.187 cidades do país tinham bibliotecas.
Por outro lado, a parcela de cidades com livrarias caiu aproximadamente na mesma proporção, 21,1%. Em 1999, 35,5% das cidades do país tinham livrarias. No ano passado, o total dos municípios com livrarias foi de 1.557, 28% do total.
Considerando outros equipamentos culturais, como provedores de internet, lojas de discos, centros culturais, museus, cinemas e teatros, houve alta no percentual de cidades com os serviços - confira tabela abaixo.
EQUIPAMENTO Percentual de cidades em 1999 Percentual de cidades em 2009 VARIAÇÃO
TV aberta 98,3% - - 3,2%
Bibliotecas públicas 76,3% 93,2% 22,1%
Estádios ou ginásios esportivos 65,0% 86,7% 33,4%
Videolocadoras 63,9% 69,6% 8,9%
Clubes - 61,4% - 12,8%
Provedores de internet 16,4% 55,6% 239,0%
Rádio comunitária - 52,6% 8,2%
Lojas de discos, CDs, fitas e DVDs 34,4% 44,9% 30,5%
Unidades de ensino superior - 38,3% 95,4%
Estações de rádio FM 33,9% 35,0% 3,2%
Centro Cultural - 29,6% 19,4%
Livrarias 35,5% 28,0% - 21,1%
Museus 15,5% 23,3% 50,3%
Estações de rádio AM 20,2% 21,3% 5,4%
Teatros ou salas de espetáculo 13,7% 21,1% 54,0%
Geradoras de TV 9,1% 10,9% 19,8%
Cinemas 7,2% 9,1% 26,4%
Shopping Centers 6,2% 6,3% 1,6%
Fonte: IBGE
De acordo com o IBGE, os dados sobre as bibliotecas devem ser usados pelo poder público para elaboração de políticas. "As bibliotecas públicas são equipamento de suma importância no país e têm a sua abrangência alargada nos últimos dez anos, o que, conforme vem sendo assinalado nas análises da pesquisa, exige do poder público uma atenção estratégica específica para este equipamento, uma vez que, além de sua função tradicional de acesso público à leitura, permite potencialmente a incorporação de outras formas de acesso audiovisual, multimídia ou à rede global de computadores", destaca a pesquisa.
Em relação ao menor percentual de cidades com livrarias, o instituto afirma que não se trata de redução da produção editoral no país. "A existência de livrarias nos municípios diminuiu nos últimos dez anos, embora também possa ser argumentado que isto não significa uma redução da produção editorial no país, pois outros meios de distribuição (internet, bancas de jornal e supermercados) ampliaram a venda de livros neste período."
Videolocadoras
A pesquisa também destaca o aumento de 8,9% de cidades com videolocadoras entre 1999 e 2009. Embora o total de cidades com o equipamento esteja maior em 2009 do que em 1999, houve um salto de cidades com locadoras em 2005 e 2006 - percentual chegou a 82% das cidades -, mas o número se reduziu a partir de então e atingiu 70% dos municípios no ano passado, mostram os dados do IBGE.
"Merece também atenção a amplitude alcançada pelas videolocadoras ao longo da década e a sua retração mais recente, podendo ser a isto atribuído a convivência com outras formas de acesso aos vídeos e filmes (televisão por assinatura e internet)", diz a pesquisa.
Cada unidade deve ter pelo menos um título por aluno matriculado.
'Diário Oficial' também tem determinação sobre salas de aula em presídio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que determina a instalação de bibliotecas em todas as instituições de ensino do país, incluindo públicas e privadas. De acordo com o texto, publicado no "Diário Oficial" da União nesta terça-feira (25), cada biblioteca deve ter, no mínimo, um título para cada aluno matriculado.
A organização, a manutenção e o funcionamento desses novos espaços devem ser definidos pelas instituições.
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• Mais de 20% dos municípios não tinham bibliotecas públicas em 2009
• Mais cidades têm bibliotecas, mas cai total de municípios com livrarias
• Rio anuncia mais 4 bibliotecas high-tech
• Com cara de livraria, biblioteca é inaugurada onde funcionava o Carandiru
Ainda segundo a publicação oficial, as bibliotecas escolares devem contar com "coleção de livros, materiais videográficos e documentos registrados em qualquer suporte destinados a consulta, pesquisa, estudo ou leitura". O prazo máximo para a instalação dessas bibliotecas é de dez anos.
Também no "Diário Oficial", há uma lei que autoriza a instalação de salas de aulas em presídios. Nesses locais, devem ser realizados cursos do ensino básico e profissionalizante. Essa determinação entra em vigor a partir da data da publicação.
Mais de 20% dos municípios não tinham bibliotecas públicas em 2009
Censo sobre as bibliotecas públicas municipais foi feito pela FGV.
Ministério diz que em algumas cidades já houve implementação.
O Ministério da Cultura divulgou nesta sexta-feira (30) um censo sobre as bibliotecas públicas municipais em todo o Brasil. O estudo foi realizado no ano de 2009 e constatou que 21% dos municípios não têm o serviço.
O Ministério da Cultura esclarece que em alguns casos pode ter havido a implantação após a realização do censo. A pesquisa foi realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pedido do ministério. O levantamento aconteceu entre setembro e novembro do ano passado. Foram 4905 municípios visitados e outros 660 monitorados por telefone.
• Governo anuncia mais 4 bibliotecas high-tech no estado
Segundo os dados do estudo, existem 4.763 bibliotecas públicas em 4.413 municípios e 1.152 cidades estavam sem este serviço no ano passado. O censo aponta que em 13% dos municípios brasileiros haviam espaços em implementação ou em processo de reabertura. Em 8% das cidades, no entanto, as bibliotecas estavam fechadas ou nunca existiram e não havia previsão de abertura.
De acordo com o levantamento, o estado do Tocantins é o que tem a maior proporção de bibliotecas por habitantes. São 100 bibliotecas públicas no estado que tem população estimada em cerca de 1,29 milhão. Na sequência aparecem os estados de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.
A pior proporção acontece no Amazonas, onde há apenas 24 bibliotecas públicas em um estado com mais de 3,3 milhões de habitantes. Também tem uma proporção baixa o Distrito Federal e os estados de Rio de Janeiro e Acre.
Em relação aos municípios, a cidade de Barueri (SP), é a que tem mais bibliotecas em proporção a população. São 11 espaços na cidade de 270 mil habitantes. Na segunda colocação aparece Curitiba, que tem 55 bibliotecas públicas e uma população de cerca de 1,8 milhão.
Pode parecer incrível, mas alguns gestores se recusam a receber uma biblioteca pública. Então é preciso fazer um trabalho de conscientização"
Fabiano Piúba
O diretor de livro, leitura e literatura do Ministério, Fabiano Piúba, destaca que a responsabilidade pela implementação de bibliotecas não é apenas da União, mas também dos municípios. Ele destaca que é necessário criar uma lei municipal e disponibilizar recursos para a manutenção para que a cidade receba uma biblioteca. Piúba afirma que o ministério já recebeu respostas negativas de pelo menos cinco prefeitos em relação a criação destes espaços. "Pode parecer incrível, mas alguns gestores se recusam a receber uma biblioteca pública. Então é preciso fazer um trabalho de conscientização". Piúba não revelou que prefeitos se recusaram a receber o espaço.
O censo mostra que as bibliotecas públicas emprestam, em média, 296 livros por mês. Quase a metade das bibliotecas existentes (45%) tem computador com acesso a internet, mas somente 29% oferecem este serviço para a população. O levantamento mostra que 65% dos usuários utilizam as bibliotecas públicas para pesquisas escolares.
Segundo a pesquisa, somente 12% das bibliotecas existentes estão abertas aos sábados e somente 1% está à disposição também no domingo. Somente 24% delas ficam abertas no período noturno no meio da semana. A pesquisa mostrou ainda que 84% dos dirigentes destas bibliotecas são mulheres e 57% dos dirigentes têm ensino superior.
O censo afirma que 91% das bibliotecas não possuem condições de acessibilidade para pessoas com deficiência visual e 94% não tem serviços para permitir o acesso de pessoas com demais necessidades especiais.
O levantamento mostra ainda que 83% do acervo das bibliotecas é proveniente de doações. Em 13% das bibliotecas o acervo é inferior a 2 mil volumes e em 35% das bibliotecas o acervo está entre 2 e 5 mil volumes. Em 25% das bibliotecas os usuários podem ter acesso a mais de 10 mil volumes.
O Ministério da Cultura lançou nesta sexta-feira um edital para dar apoio às bibliotecas públicas municipais. Segundo a pasta, serão investidos R$ 30,6 milhões em 300 bibliotecas para a modernização de equipamentos, construção de espaços e adequação dos locais a portadores de deficiência.
Governo anuncia mais 4 bibliotecas high-tech no estado
Niterói, Alemão, Rocinha e Centro do Rio receberão projeto.
'Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa', diz ministro.
Na inauguração da primeira biblioteca-parque do Brasil, nesta quinta-feira (29), no Complexo de Manguinhos, na Zona Norte do Rio, a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, anunciou os próximos quatro locais que receberão o novo modelo hig-tech de centro de leitura: Niterói, na Região Metropolitana, em maio; favela Fazendinha, no Complexo do Alemão, ainda em 2010; favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, também este ano; e ainda a reabertura da Biblioteca Pública do Estado, no Centro, prevista para estrear no início de 2011.
A biblioteca de Manguinhos ocupa um terreno de 2,3 mil m², possui 25 mil livros no acervo e ainda filmoteca com 800 filmes, sala de leitura para deficientes visuais, acervo de música digital, cineteatro e acesso gratuito à internet.
O projeto faz parte das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e foi inspirado na experiência de Medellín, na Colômbia, que investe em equipamentos culturais para promover a inclusão social. Para a construção da biblioteca-parque, o governo federal investiu R$ 7,4 milhões, enquanto o governo do estado entrou com a verba de R$ 1,2 milhão.
‘Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa’
Participaram do evento o governador do Rio, Sérgio Cabral, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, além de outras autoridades e também personalidades, como o cineasta Cacá Diegues e o ilustrador Maurício de Souza, que doou cem mil publicações para o local.
“Cultura não combina com violência. Cultura qualifica relações humanas. Onde tem cultura em geral o índice de violência abaixa. A estratégia de Nova York mostrou isso, assim como em Medellín e em vários locais do mundo”, afirmou o ministro da Cultura. Segundo ele, toda obra do PAC terá uma biblioteca “ou um equipamento semelhante”.
Cabral ressaltou a integração da biblioteca com o conjunto habitacional e o parque. Para o governador, todas as outras comunidades carentes do Rio precisam se espelhar no modelo de Manguinhos. “Junto com a pacificação, é uma mudança de rumo na história da vida do pobre do Rio de Janeiro”, afirmou.
A Academia Brasileira de Letras (ABL) é a madrinha do local e concedeu apoio por meio de doações de livros, além de consultoria para a aquisição de novos títulos e programação de seminários.
Maioria dos funcionários é da comunidade
De acordo com Adriana Rattes, a expectativa é que a biblioteca, que ela define como um complexo cultural, receba cerca de 1.500 visitantes por dia, para atividades de leitura, além de oficinas e cursos.
A dona de casa Isabel Cristina da Silva, que mora em um dos apartamentos do PAC de Manguinhos, disse que pretende frequentar o local com os três filhos e os seis netos. “Isso é uma bênção. Saímos da lama para o paraíso”, disse ela.
Segundo a secretária, são cerca de 30 funcionários, sendo que a maioria é moradora da comunidade de Manguinhos ou do entorno. A voluntária Marina Francisco Lopes, de 47 anos, contou que desde os 12 trabalha com crianças e agora ele está como atendente na sala de leitura infantil. “Para mim está sendo um conhecimento. A gente aprende com eles”, revelou.
A biblioteca-parque da Manguinhos abre de terça a domingo, das 9h às 21h. Os visitantes podem levar os livros para casa e ainda contam com três aparelhos Kindle, um leitor eletrônico com capacidade para armazenar até cem livros.
Com cara de livraria, biblioteca é inaugurada onde funcionava o Carandiru
Veja fotos em 360º das áreas interna e externa.
Custo foi de 12,5 milhões; acervo tem 30 mil itens.
No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, será inaugurada nesta segunda-feira (8) a Biblioteca de São Paulo. A abertura ao público será na terça.
Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede.
A inauguração marca a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica.
"É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória”, afirma o secretário estadual de Cultura, João Sayad.
A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo.
"O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras", enumera Sayad.
O prédio da biblioteca foi erguido inicialmente com a proposta de abrigar eventos e exposições, mas ficou fechado por alguns anos, sem nunca ter sido usado. Por causa das dimensões e do fácil acesso -fica em frente à estação do metrô Carandiru- foi escolhido para a biblioteca.
Da construção original, que, com suas paredes de vidro, privilegia a integração com o verde do parque, pouco precisou ser mudado. "As intervenções incluíram colocação de revestimento e isolamento acústico, mas a estrutura não foi mexida", afirma a idealizadora e gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da secretaria.
O investimento de implantação foi de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). O custeio será de R$ 4 milhões. Uma verba adicional de R$ 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo.
Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados.
"A ideia é usar esses recursos concorrentes do livro, como a internet, a música e o DVD, para atrair o interesse pela leitura", diz Adriana. De "Dom Casmurro" ao "Diário de Bridget Jones", o acervo promete agradar a todos os gostos e ter um pouco de tudo.
A biblioteca é dividida por faixa etária. Cabanas coloridas, com cadeiras e pufes, são o centro da atenção do pavimento térreo, destinado às crianças e aos adolescentes. Dependurados dos tetos, aviõezinhos de papel em tamanho gigante compõem a decoração.
Nesse andar também há um auditório para palestras e eventos e uma área externa coberta, com café e espaço para apresentações artísticas.
O primeiro andar é destinado ao público adulto. Com mesas de leitura, computadores e poltronas, o ambiente é aconchegante. O acervo com livros e DVDs de conteúdo adulto ficarão numa área restrita, com acesso permitido para maiores de 18 anos.
A expectativa é receber cerca de 700 pessoas diariamente. "Estamos muito animados e acreditamos que a biblioteca será muito bem recebida pela população", diz a diretora da biblioteca, Magda Maciel Montenegro. Ela é integrante da Poiesis, organização social que administra também o Museu da Língua Portuguesa e a Casa das Rosas.
O local ficará aberto de terça a sexta das 9h as 21h, e, nos finais de semana e feriados, até as 19h. "Se houver demanda, também podemos pensar em abrir às segundas", diz Magda.
Serviço
Biblioteca de São Paulo
Endereço: Parque da Juventude. Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630, Prédio 3
- Fica ao lado da estação de metrô Carandiru (Linha Azul)
- Há estacionamento pago para carros
Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábado, domingo e feriado, das 9h às 19h
Entrada: gratuita
Mais cidades têm bibliotecas, mas cai total de municípios com livrarias
De 1999 para 2009, cresceu em 22% total de cidades com bibliotecas.
IBGE divulgou nesta quinta-feira (13) pesquisa com perfil dos municípios.
• Veja os principais números do IBGE sobre os municípios brasileiros
• Das 5.565 cidades brasileiras, apenas 397 têm delegacias da mulher
• Cresce o número de cidades com órgão exclusivo para Educação
• Metrô está presente em 15 cidades com mais de 50 mil habitantes
O total de municípios brasileiros com bibliotecas públicas aumentou 22% entre 1999 e 2009, enquanto que o percentual de cidades com pelo menos uma livraria diminuiu 21%, aponta a nova edição da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (Munic), divulgada nesta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os dados mostram que, em 1999, 76,3% dos municípios contavam com bibliotecas públicas, percentual que passou para 93,2% em 2009 - alta de 22,1%. No ano passado, conforme os dados, 5.187 cidades do país tinham bibliotecas.
Por outro lado, a parcela de cidades com livrarias caiu aproximadamente na mesma proporção, 21,1%. Em 1999, 35,5% das cidades do país tinham livrarias. No ano passado, o total dos municípios com livrarias foi de 1.557, 28% do total.
Considerando outros equipamentos culturais, como provedores de internet, lojas de discos, centros culturais, museus, cinemas e teatros, houve alta no percentual de cidades com os serviços - confira tabela abaixo.
EQUIPAMENTO Percentual de cidades em 1999 Percentual de cidades em 2009 VARIAÇÃO
TV aberta 98,3% - - 3,2%
Bibliotecas públicas 76,3% 93,2% 22,1%
Estádios ou ginásios esportivos 65,0% 86,7% 33,4%
Videolocadoras 63,9% 69,6% 8,9%
Clubes - 61,4% - 12,8%
Provedores de internet 16,4% 55,6% 239,0%
Rádio comunitária - 52,6% 8,2%
Lojas de discos, CDs, fitas e DVDs 34,4% 44,9% 30,5%
Unidades de ensino superior - 38,3% 95,4%
Estações de rádio FM 33,9% 35,0% 3,2%
Centro Cultural - 29,6% 19,4%
Livrarias 35,5% 28,0% - 21,1%
Museus 15,5% 23,3% 50,3%
Estações de rádio AM 20,2% 21,3% 5,4%
Teatros ou salas de espetáculo 13,7% 21,1% 54,0%
Geradoras de TV 9,1% 10,9% 19,8%
Cinemas 7,2% 9,1% 26,4%
Shopping Centers 6,2% 6,3% 1,6%
Fonte: IBGE
De acordo com o IBGE, os dados sobre as bibliotecas devem ser usados pelo poder público para elaboração de políticas. "As bibliotecas públicas são equipamento de suma importância no país e têm a sua abrangência alargada nos últimos dez anos, o que, conforme vem sendo assinalado nas análises da pesquisa, exige do poder público uma atenção estratégica específica para este equipamento, uma vez que, além de sua função tradicional de acesso público à leitura, permite potencialmente a incorporação de outras formas de acesso audiovisual, multimídia ou à rede global de computadores", destaca a pesquisa.
Em relação ao menor percentual de cidades com livrarias, o instituto afirma que não se trata de redução da produção editoral no país. "A existência de livrarias nos municípios diminuiu nos últimos dez anos, embora também possa ser argumentado que isto não significa uma redução da produção editorial no país, pois outros meios de distribuição (internet, bancas de jornal e supermercados) ampliaram a venda de livros neste período."
Videolocadoras
A pesquisa também destaca o aumento de 8,9% de cidades com videolocadoras entre 1999 e 2009. Embora o total de cidades com o equipamento esteja maior em 2009 do que em 1999, houve um salto de cidades com locadoras em 2005 e 2006 - percentual chegou a 82% das cidades -, mas o número se reduziu a partir de então e atingiu 70% dos municípios no ano passado, mostram os dados do IBGE.
"Merece também atenção a amplitude alcançada pelas videolocadoras ao longo da década e a sua retração mais recente, podendo ser a isto atribuído a convivência com outras formas de acesso aos vídeos e filmes (televisão por assinatura e internet)", diz a pesquisa.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Você sabe se seu filho é disléxico?
Dislexia pode dificultar o aprendizado do seu filho na escola, mas não quer dizer que ele não esteja interessado nos estudos
Dislexia é caracterizada por uma disfunção: crianças ficam com dificuldades para ler e escrever
Se uma das maiores dificuldades do seu filho no início da vida escolar é alfabetizar-se, talvez o problema dele não seja somente falta de atenção. De acordo com a psicopedagoga Silvia Amaral, membro da Diretoria da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) e coordenadora da Elipse Clínica Multidisciplinar, se processar as informações é difícil para ele, tanto na leitura quanto na escrita, é possível que ele seja disléxico.
A dislexia é um distúrbio que abrange uma disfunção específica da leitura, mas também pode afetar a linguagem como um todo, com manifestações também na escrita. “O cérebro deles funciona de forma diferente, então na leitura eles podem pular linhas e na escrita eles podem apresentar textos com troca de letras, por exemplo”, explica Amaral. Mas, segundo ela, estes são só alguns dos possíveis sintomas: “Nenhum caso é idêntico a outro, cada disléxico apresentará diferentes combinações de sintomas”.
O que causa e como reconhecer: Segundo Márcia Maria Barreira, psicóloga e coordenadora da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), este problema é genético e, portanto, se a dislexia já existe no histórico familiar, a atenção aos sintomas deve ser redobrada. “Mas a base é de ordem neurológica”, afirma Amaral. De acordo com ela, o funcionamento do cérebro do disléxico ocorre por trajetos diferentes – e maiores – até chegar ao centro da linguagem, por isso a compreensão acaba prejudicada.
No entanto, existem muitos detalhes que devem ser analisados para diagnosticar uma criança com dislexia. “As crianças menores, por exemplo, começam a ter dificuldades para memorizar canções que aprendem na escola e, em livrinhos infantis, se interessam mesmo pelas figuras, e não pelo que está escrito”, afirma Barreira. A partir do momento que elas iniciam o processo de alfabetização, a especialista lembra que são necessários dois anos de estudo para diagnosticar o problema. “Antes disso, dependendo dos sintomas, a criança pode estar somente num quadro de risco”, explica.
E os sintomas podem ser vários: dificuldades para começar a falar, na coordenação motora e até mesmo dificuldades para ter uma boa memória de curto prazo. Mas, segundo Amaral, é preciso excluir alguns fatores para que a dislexia seja mesmo diagnosticada. “É preciso aplicar testes para ver se a criança possui uma inteligência adequada, por exemplo. Ela pode ter um rebaixamento mental e aí é outro problema”, explica. Além disso, problemas emocionais severos, como a psicose, podem apresentar sintomas parecidos. Se estes fatores forem descartados, então a dislexia pode ser o real motivo.
Como tratar: A partir do momento em que é diagnosticada a dislexia, primeiramente é preciso que haja um ambiente favorável para que a criança possa aprender a superar os sintomas. E se tiver um diagnóstico precoce, melhor ainda, para que problemas emocionais e sociais não se desenvolvam. “Os disléxicos podem ter um prejuízo emocional e acabar se achando crianças burras ou se tornando pessoas de baixa autoestima”, informa Barreira.
No entanto, não existe medicamento e o tratamento dependerá da idade da criança e das maiores dificuldades dela. Segundo Barreira, crianças menores normalmente são atendidas por fonoaudiólogos, por ajudarem mais no desenvolvimento com palavras e sons, e crianças maiores são atendidas por psicopedagogos, que trabalham mais na questão da compreensão e interpretação de texto. “Mas não é que eles precisarão de tratamento para o resto da vida”, completa.
“O clínico irá tratar a criança de acordo com os sintomas que ela possui”, afirma Amaral. Se ela possui uma dificuldade maior em se organizar, então serão trabalhadas estratégias de organização, por exemplo. “Ela será ensinada a lidar melhor com a leitura e a escrita e será conscientizada das facilidades que ela possui, para que compense as dificuldades”, explica. De acordo com Barreira, na medida em que vão sendo tratadas, as crianças passam a perceber os erros que cometem e passam a se corrigir.
Sem o tratamento e sem apoio familiar, o disléxico poderá ter um prejuízo no cotidiano em geral. “Vemos muitos adolescentes e adultos que acabam indo para as drogas e para o álcool. Começam a ter um desinteresse muito grande pela escola e podem até chegar a quadros de depressão, mesmo se forem crianças”, afirma Barreira. Segundo Amaral, até mesmo os pais tendem a ter um certo desânimo quando a dislexia do filho é diagnosticada. Mas não é bem assim que o problema deve ser encarado.
O disléxico e a família:“Normalmente os pais, quando descobrem que o filho é disléxico, logo falam que ele não vai poder escolher uma profissão, que não vai conseguir alcançar nada; e não é verdade”, afirma Amaral. Segundo ela, se quando adulta a criança tiver força de vontade e determinação, ela saberá contornar os problemas e poderá viver bem e ser o que ela desejar na vida. “Além disso, eu sempre gosto de dizer aos pais que muitas vezes os disléxicos possuem o lado direito do cérebro mais desenvolvido, então são pessoas que se dão muito bem na área mais visual e possuem bastante criatividade”, conta.
Veja abaixo algumas dicas de Amaral para que, desde pequena, a criança já possa começar a conviver melhor com a dislexia:
- Quanto mais estímulos ela tiver, melhor: proporcionar atividades e jogos diferentes em todos os momentos do dia desenvolve a atenção da criança;
- Sempre que estiver com ele por perto, converse e troque ideias: acrescente informações à vida dele;
- Leve-o ao teatro, ao cinema, ao museu, a lugares novos que podem estimular a inteligência e a atenção dele;
- Ter uma vida saudável com a prática de esportes também colabora para que ele esteja mais atento e, ainda, desenvolverá a noção corporal, como a coordenação motora.
Dislexia é caracterizada por uma disfunção: crianças ficam com dificuldades para ler e escrever
Se uma das maiores dificuldades do seu filho no início da vida escolar é alfabetizar-se, talvez o problema dele não seja somente falta de atenção. De acordo com a psicopedagoga Silvia Amaral, membro da Diretoria da Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp) e coordenadora da Elipse Clínica Multidisciplinar, se processar as informações é difícil para ele, tanto na leitura quanto na escrita, é possível que ele seja disléxico.
A dislexia é um distúrbio que abrange uma disfunção específica da leitura, mas também pode afetar a linguagem como um todo, com manifestações também na escrita. “O cérebro deles funciona de forma diferente, então na leitura eles podem pular linhas e na escrita eles podem apresentar textos com troca de letras, por exemplo”, explica Amaral. Mas, segundo ela, estes são só alguns dos possíveis sintomas: “Nenhum caso é idêntico a outro, cada disléxico apresentará diferentes combinações de sintomas”.
O que causa e como reconhecer: Segundo Márcia Maria Barreira, psicóloga e coordenadora da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), este problema é genético e, portanto, se a dislexia já existe no histórico familiar, a atenção aos sintomas deve ser redobrada. “Mas a base é de ordem neurológica”, afirma Amaral. De acordo com ela, o funcionamento do cérebro do disléxico ocorre por trajetos diferentes – e maiores – até chegar ao centro da linguagem, por isso a compreensão acaba prejudicada.
No entanto, existem muitos detalhes que devem ser analisados para diagnosticar uma criança com dislexia. “As crianças menores, por exemplo, começam a ter dificuldades para memorizar canções que aprendem na escola e, em livrinhos infantis, se interessam mesmo pelas figuras, e não pelo que está escrito”, afirma Barreira. A partir do momento que elas iniciam o processo de alfabetização, a especialista lembra que são necessários dois anos de estudo para diagnosticar o problema. “Antes disso, dependendo dos sintomas, a criança pode estar somente num quadro de risco”, explica.
E os sintomas podem ser vários: dificuldades para começar a falar, na coordenação motora e até mesmo dificuldades para ter uma boa memória de curto prazo. Mas, segundo Amaral, é preciso excluir alguns fatores para que a dislexia seja mesmo diagnosticada. “É preciso aplicar testes para ver se a criança possui uma inteligência adequada, por exemplo. Ela pode ter um rebaixamento mental e aí é outro problema”, explica. Além disso, problemas emocionais severos, como a psicose, podem apresentar sintomas parecidos. Se estes fatores forem descartados, então a dislexia pode ser o real motivo.
Como tratar: A partir do momento em que é diagnosticada a dislexia, primeiramente é preciso que haja um ambiente favorável para que a criança possa aprender a superar os sintomas. E se tiver um diagnóstico precoce, melhor ainda, para que problemas emocionais e sociais não se desenvolvam. “Os disléxicos podem ter um prejuízo emocional e acabar se achando crianças burras ou se tornando pessoas de baixa autoestima”, informa Barreira.
No entanto, não existe medicamento e o tratamento dependerá da idade da criança e das maiores dificuldades dela. Segundo Barreira, crianças menores normalmente são atendidas por fonoaudiólogos, por ajudarem mais no desenvolvimento com palavras e sons, e crianças maiores são atendidas por psicopedagogos, que trabalham mais na questão da compreensão e interpretação de texto. “Mas não é que eles precisarão de tratamento para o resto da vida”, completa.
“O clínico irá tratar a criança de acordo com os sintomas que ela possui”, afirma Amaral. Se ela possui uma dificuldade maior em se organizar, então serão trabalhadas estratégias de organização, por exemplo. “Ela será ensinada a lidar melhor com a leitura e a escrita e será conscientizada das facilidades que ela possui, para que compense as dificuldades”, explica. De acordo com Barreira, na medida em que vão sendo tratadas, as crianças passam a perceber os erros que cometem e passam a se corrigir.
Sem o tratamento e sem apoio familiar, o disléxico poderá ter um prejuízo no cotidiano em geral. “Vemos muitos adolescentes e adultos que acabam indo para as drogas e para o álcool. Começam a ter um desinteresse muito grande pela escola e podem até chegar a quadros de depressão, mesmo se forem crianças”, afirma Barreira. Segundo Amaral, até mesmo os pais tendem a ter um certo desânimo quando a dislexia do filho é diagnosticada. Mas não é bem assim que o problema deve ser encarado.
O disléxico e a família:“Normalmente os pais, quando descobrem que o filho é disléxico, logo falam que ele não vai poder escolher uma profissão, que não vai conseguir alcançar nada; e não é verdade”, afirma Amaral. Segundo ela, se quando adulta a criança tiver força de vontade e determinação, ela saberá contornar os problemas e poderá viver bem e ser o que ela desejar na vida. “Além disso, eu sempre gosto de dizer aos pais que muitas vezes os disléxicos possuem o lado direito do cérebro mais desenvolvido, então são pessoas que se dão muito bem na área mais visual e possuem bastante criatividade”, conta.
Veja abaixo algumas dicas de Amaral para que, desde pequena, a criança já possa começar a conviver melhor com a dislexia:
- Quanto mais estímulos ela tiver, melhor: proporcionar atividades e jogos diferentes em todos os momentos do dia desenvolve a atenção da criança;
- Sempre que estiver com ele por perto, converse e troque ideias: acrescente informações à vida dele;
- Leve-o ao teatro, ao cinema, ao museu, a lugares novos que podem estimular a inteligência e a atenção dele;
- Ter uma vida saudável com a prática de esportes também colabora para que ele esteja mais atento e, ainda, desenvolverá a noção corporal, como a coordenação motora.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Deixe seu filho se sujar
Deixe seu filho se sujar
Entrar em contato com ambientes não assépticos favorece não só a saúde da criança, mas também seu desenvolvimento psicológico
Crianças devem mexer na lama, brincar com tintas e andar descalças
Se você é daquelas mães que têm arrepios ao ver uma criança toda lambuzada de chocolate ou que corre atrás do seu filho com um par de chinelos mal ele tira o sapato, pense melhor. Permitir que a criança se suje não só faz bem a ela, como é essencial para seu desenvolvimento.
"Os pais não podem criar os filhos dentro de uma redoma de vidro", diz o pediatra e neonatologista Jorge Huberman. Ele explica que cada indivíduo precisa desenvolver sua imunidade. A criança nasce apenas com a imunidade recebida da mãe durante a gestação, e começa a desenvolver seu próprio sistema a partir dos seis meses.
Por isso, é importante que os pequenos entrem em contato com o que muitos pais consideram como "sujeira": mexer na grama, rolar na terra e colocar alguns objetos na boca, desde que sempre sob supervisão de um adulto, são atitudes recomendáveis. Assim, eles podem criar anticorpos e construir um sistema de defesa natural do corpo, o que se torna impossível se as crianças são sempre mantidas em ambientes assépticos.
Depois da exploração de um ambiente menos higienizado - como um parque ou um quintal - basta dar banho na criança. Mas atenção: o excesso de banhos também é contraindicado pelo pediatra. "No verão, claro que a criança vai entrar mais vezes no chuveiro, até para se refrescar. Mas basta um banho com sabonete - os outros podem ser apenas com água", recomenda.
Estímulos
Ter contato com sujeira não só é importante para a saúde infantil, mas também para o desenvolvimento psicológico. Segundo a psicóloga antroposófica Sandra Stirbulov, todas as crianças precisam estimular os sentidos do tato, do movimento, do equilíbrio e da vitalidade para garantir um crescimento saudável. "O que não passa pelo sentido físico pode não ser decodificado mais tarde, atrapalhando o desenvolvimento da criança rumo à capacidade de abstração", diz ela.
E essa estimulação passa, naturalmente, pelo contato mais amplo possível com texturas, cores e cheiros - sempre submetido ao bom senso dos pais. Uma criança que está aprendendo a comer precisa entender que a comida é dada na colher, mas necessita igualmente tocar na comida para senti-la. Não tem mal algum deixá-la brincar com um pouco do alimento do prato.
"Os pais devem estar sempre atentos a proporcionar às crianças diferentes percepções sensoriais", defende Sandra, o que é impossível se você não deixa seu filho caminhar descalço na terra ou pintar desenhos com tinta a dedo.
Crianças que são privadas desta experimentação por pais excessivamente zelosos, que morrem de medo da criança apanhar uma pneumonia porque andou pela casa descalça ou não permitem que ela role na grama porque vai se sujar de terra, podem criar problemas para os filhos mais tarde. "Elas ficam indispostas a experimentar novas comidas, por exemplo. Antes mesmo de colocarem na boca, rejeitam um alimento novo", explica Sandra.
A dificuldade também pode se estender para a aprendizagem. "A criança que não entrou em contato com lama, terra, argila e outras materiais pode deixar de desenvolver, por exemplo, a motricidade fina - e ter problemas para segurar o lápis e escrever quando chega a fase da alfabetização", completa Cássia Franco, psicóloga especializada em terapia de casal e família.
Dicas para deixar seu filho se sujar
- Deixe a criança brincar com tinta e pegar um pouco da comida quando ela ainda está aprendendo a comer
- Promova uma sessão de pintura ou escultura em casa, em família. Se suje junto com seus filhos: pintem um painel coletivo ou mexam com argila
- Permita que seu filho mexa na grama, na areia e caminhe descalço sobre superfícies de texturas e temperaturas diferentes
- Dê a ele brinquedos de materiais diferentes, com diferentes texturas. Evite que a criança tenha só brinquedos de plástico, que tem sempre a mesma textura
- Apresente a seu filho sons diferentes, colocando-o em contato com brinquedos que façam barulho - não os eletrônicos, mas a partir da intervenção da criança
- Estimule seu filho a experimentar cheiros diversos: ofereça uma florzinha ou explore com ele os temperos da cozinha
Entrar em contato com ambientes não assépticos favorece não só a saúde da criança, mas também seu desenvolvimento psicológico
Crianças devem mexer na lama, brincar com tintas e andar descalças
Se você é daquelas mães que têm arrepios ao ver uma criança toda lambuzada de chocolate ou que corre atrás do seu filho com um par de chinelos mal ele tira o sapato, pense melhor. Permitir que a criança se suje não só faz bem a ela, como é essencial para seu desenvolvimento.
"Os pais não podem criar os filhos dentro de uma redoma de vidro", diz o pediatra e neonatologista Jorge Huberman. Ele explica que cada indivíduo precisa desenvolver sua imunidade. A criança nasce apenas com a imunidade recebida da mãe durante a gestação, e começa a desenvolver seu próprio sistema a partir dos seis meses.
Por isso, é importante que os pequenos entrem em contato com o que muitos pais consideram como "sujeira": mexer na grama, rolar na terra e colocar alguns objetos na boca, desde que sempre sob supervisão de um adulto, são atitudes recomendáveis. Assim, eles podem criar anticorpos e construir um sistema de defesa natural do corpo, o que se torna impossível se as crianças são sempre mantidas em ambientes assépticos.
Depois da exploração de um ambiente menos higienizado - como um parque ou um quintal - basta dar banho na criança. Mas atenção: o excesso de banhos também é contraindicado pelo pediatra. "No verão, claro que a criança vai entrar mais vezes no chuveiro, até para se refrescar. Mas basta um banho com sabonete - os outros podem ser apenas com água", recomenda.
Estímulos
Ter contato com sujeira não só é importante para a saúde infantil, mas também para o desenvolvimento psicológico. Segundo a psicóloga antroposófica Sandra Stirbulov, todas as crianças precisam estimular os sentidos do tato, do movimento, do equilíbrio e da vitalidade para garantir um crescimento saudável. "O que não passa pelo sentido físico pode não ser decodificado mais tarde, atrapalhando o desenvolvimento da criança rumo à capacidade de abstração", diz ela.
E essa estimulação passa, naturalmente, pelo contato mais amplo possível com texturas, cores e cheiros - sempre submetido ao bom senso dos pais. Uma criança que está aprendendo a comer precisa entender que a comida é dada na colher, mas necessita igualmente tocar na comida para senti-la. Não tem mal algum deixá-la brincar com um pouco do alimento do prato.
"Os pais devem estar sempre atentos a proporcionar às crianças diferentes percepções sensoriais", defende Sandra, o que é impossível se você não deixa seu filho caminhar descalço na terra ou pintar desenhos com tinta a dedo.
Crianças que são privadas desta experimentação por pais excessivamente zelosos, que morrem de medo da criança apanhar uma pneumonia porque andou pela casa descalça ou não permitem que ela role na grama porque vai se sujar de terra, podem criar problemas para os filhos mais tarde. "Elas ficam indispostas a experimentar novas comidas, por exemplo. Antes mesmo de colocarem na boca, rejeitam um alimento novo", explica Sandra.
A dificuldade também pode se estender para a aprendizagem. "A criança que não entrou em contato com lama, terra, argila e outras materiais pode deixar de desenvolver, por exemplo, a motricidade fina - e ter problemas para segurar o lápis e escrever quando chega a fase da alfabetização", completa Cássia Franco, psicóloga especializada em terapia de casal e família.
Dicas para deixar seu filho se sujar
- Deixe a criança brincar com tinta e pegar um pouco da comida quando ela ainda está aprendendo a comer
- Promova uma sessão de pintura ou escultura em casa, em família. Se suje junto com seus filhos: pintem um painel coletivo ou mexam com argila
- Permita que seu filho mexa na grama, na areia e caminhe descalço sobre superfícies de texturas e temperaturas diferentes
- Dê a ele brinquedos de materiais diferentes, com diferentes texturas. Evite que a criança tenha só brinquedos de plástico, que tem sempre a mesma textura
- Apresente a seu filho sons diferentes, colocando-o em contato com brinquedos que façam barulho - não os eletrônicos, mas a partir da intervenção da criança
- Estimule seu filho a experimentar cheiros diversos: ofereça uma florzinha ou explore com ele os temperos da cozinha
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